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Conhecimento é “manipulação cognitiva, trabalho artesanal do pensamento”

  • Foto do escritor: Alessandra dos Santos
    Alessandra dos Santos
  • 3 de ago. de 2025
  • 1 min de leitura

Estava lendo um pequeno livro organizado por Conceição de Almeira e Paula Vanina Cencig de título A Natureza me Disse (2007). Ele conta a história de Francisco Lucas da Silva, ou simplesmente Chico Lucas, morador de Areia Branca - Piató, no município de Assu, Rio Grande do Norte. Um homem que nunca frequentou os bancos da escola, mas que sabia ler a natureza com inteligência e curiosidade. Era por isso considerado um "intelectual da tradição", mas não falarei sobre isso agora.


O que me provocou no texto foi quando Almeida fala sobre o conhecimento. Ela diz que conhecimento é “manipulação cognitiva, trabalho artesanal do pensamento”. Seria um trabalho similar àquele do oleiro que, “com suas mãos, dá forma ao barro que se torna pote, panela ou telha”. A autora faz uma analogia entre o pensamento e o oleiro, entre informações e barro: são “matérias brutas a serem lapidadas” tanto pelo artesão do pensamento como pelo artesão do tijolo e da telha.


Isso me fez lembrar um vídeo que usávamos nas aulas de meu grupo de pesquisa durante o doutorado. Era a imagem de um aprendiz de oleiro que, através do ensino de seu mestre, dava forma, com suas mãos e seu coração, a algo novo e significativo: a sua criação.


Esse post é uma homenagem aos mestres que compartilham seu conhecimento e nos fazem botar para fora o que está no íntimo de nosso ser.


Para ver o vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?v=ntoztA_pe88



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