Mimi Onuoha
- Alessandra dos Santos

- 9 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

Mimi Onuoha é uma artista e pesquisadora nigeriana-americana que mora no Brooklyn (Nova Iorque) e questiona as consequências da coleta de dados e da categorização computacional. Ela usa código, escrita e objetos para explorar dados faltantes e as maneiras pelas quais os indivíduos são generalizados, representados e classificados. Mais recentemente, ela foi membro do corpo docente do Programa de Telecomunicações Interativas da NYU e realizou residências no Royal College of Art e no Eyebeam Center for Art and Technology. (Fonte: Wikipedia)
Usa o termo "Conjunto de dados ausentes" para se referir sobre os espaços em branco que existem em um determindo contexto de saturação de dados. Seu interesse decorre da observação de que em muitos espaços onde grandes quantidades de dados são coletadas, geralmente, há espaços vazios onde nenhum dado é livre. O que para ela não é uma supresa porque essa falta de dados geralmente se correlaciona com problemas que afetam aqueles que são mais vulneráveis.
Esses dados importam porque, segundo ela, aquilo que ignoramos revela mais do que aquilo a que damos atenção. "São nessas coisas que encontramos dicas culturais e coloquiais do que é considerado importante. Pontos que deixamos em branco revelam nossos preconceitos e indiferenças sociais ocultos".
Mimi Onuhora foi uma das artistas convidadas na Exposição Existência Numérica - Emergências no centro cultural Futuros - Arte e Tecnologia, no Rio de Janeiro. Trouxe a instalação “Nós Agregados 3.0”, uma coleção de fotos do arquivo pessoal de sua família – nunca publicadas online – ao lado de imagens que algoritmos de pesquisa reversa de imagem do Google categorizam como semelhantes às fotos do arquivo. Nessa obra, ela questiona e expõe as lógicas contraditórias do progresso científico.
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