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Memória : Slow Science (2015)

  • 12 de nov. de 2024
  • 2 min de leitura

Em 2015 eu escrevia que era


“Muito bom o post de Hermano Vianna onde fala sobre a “slow science”. Segundo ele, a slow science “reivindica menos pressa e maior participação popular na tomada de decisões sobre quais experiências científicas devem ser levadas adiante, através de maior conscientização geral sobre riscos e vantagens de cada uma delas”.


Ainda não havia ouvido falar em “slow science” mas vejo que a discussão sobre o futuro da ciência e do conhecimento científico está cada vez  mais presente em nosso tempo.

Veja abaixo a tradução para o português do Slow Science Manifesto, cuja versão em alemão e inglês foi publicada pela The Slow Science Academy, sediada em Berlin.


O MANIFESTO DA CIÊNCIA LENTA

Nós somos cientistas. Nós não blogamos. Nós não tuitamos. Nós necessitamos do nosso tempo.


Não nos levem a mal – dizemos sim para a ciência acelerada do início do século 21. Dizemos sim ao constante fluxo de publicações em revista e medição de seu impacto; dizemos sim para blogs de ciência e atendimento das necessidades de mídia; dizemos sim à crescente especialização e diversificação em todas as disciplinas. Nós também dizemos sim para investigar a retroalimentação dos cuidados de saúde e a prosperidade futura. Todos nós estamos também neste jogo.


No entanto, sustentamos que isto não pode ser tudo. Ciência precisa de tempo para pensar. Ciência precisa de tempo para ler, e tempo para falhar. A ciência nem sempre sabe o que pode estar certo apenas agora. Ciência se desenvolve de maneira vacilante, com movimentos bruscos e saltos imprevisíveis para a frente. Ao mesmo tempo, no entanto, arrasta-se por aproximação em escala muito lenta, para a qual deve haver tolerância de maneira que seu resultado seja justo.


Ciência lenta foi praticamente a única ciência concebível por centenas de anos; hoje, argumentamos, essa lentidão merece renascer e ter necessidade de proteção. A sociedade deve dar aos cientistas o tempo necessário, mas, mais importante, os cientistas devem adequar seu tempo.


Precisamos de tempo para pensar. Precisamos de tempo para digerir. Precisamos de tempo para entender bem uns aos outros, especialmente, para a promoção do diálogo perdido entre humanidades e ciências naturais. Nós não podemos dizer, continuamente, o que nossa ciência significa, o que será bom para ela, porque nós simplesmente ainda não sabemos. Ciência precisa de tempo.


Saiba mais

Leia o post Decrescimento Vagaroso do Hermano aqui

Saiba mais sobre o movimento “slow science” aqui e aqui.

Página no Facebook, infelizmente a última atualização data de 2012, aqui.

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