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Mudanças climáticas e a participação cidadã

  • 11 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura
Floresta margeada pelo Rio Negro. Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom. Agência Brasil.
Floresta margeada pelo Rio Negro. Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom. Agência Brasil.

Mudanças climáticas são alterações nos padrões de temperatura e clima da Terra devido a fatores naturais e atividades humanas, que têm sido apontadas como o principal motor dessas mudanças. As causas humanas têm origem na queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), no desmatamento e em certas práticas agrícolas e industriais que aumentam a concentração de gases de efeito estufa. Os efeito que isso gera são variados e incluem a produção de alimentos, o aumento das temperatras médias globais, mudanças nos padrões de precipitação, aumento do nível do mar e eventos climáticos extremos mais frequentes, como fortes chuvas que ocasionam enchentes ou fortes secas que ocasionam incêndios em florestas, por exemplo.


Os eventos extremos acabam impactando populações vulneráveis que vivem em áreas pouco assistidas pelo Poder Público. Esses impactos ocorrem através de vários eventos, como o deslizamento de terra - ocasionado pela construção de moradas em encostas e pela falta de insfraestrutura adequada; inundações através da falta de sistemas de drenagem eficientes que pode levar a inundações rápidas, danificando moradia e propriedades e colocando em risco a vida dos moradores. As inundações ainda podem contaminar a água potável, aumentando o risco de doenças transmitidas pela água, como a leptospirose e a diarreia; deslocamento de pessoas: muitas vezes, famílias são forçadas a deixar suas casas devido aos danos causados pelas inundações, resultando em deslocamento temporário ou permanente; perda de bens e meios de subsistência: as inundações podem destruir bens pessoais e ferramentas de trabalho, afetando a capacidade das famílias de se sustentarem economicamente; interrupção do acesso a serviços: com tais eventos há a interrupção de serviços essenciais como o transporte, o tratamento de saúde, o acesso à escolas...


Como solucionar esse problema que prejudica a todos, principalmente aqueles que moram em habitações irregulares e sem assistência do Estado ? Não há apenas uma solução isolada e sim um leque de soluções que podem fazer a diferença. Por exemplo, através da melhora na infraestrura e no planejamento urbano de nossas cidades, na educação e conscientização ambiental em ambientes educativos formais e informais, no monitoramento e alerta precoce para chuvas fortes, na proteção, preservação e restauração florestal, no apoio governamental, em políticas públicas, parcerias e colaborações com governos, ONGs, setores privados e com as próprias comunidades afetadas. Somente com uma força tarefa e em várias frentes é possível criar soluções mais eficazes e sustentáveis para lidar com fenômenos climáticos adversos.


A participação do cidadão em coletivos, comunidades e territórios pode ajudar primeiro, no alerta e na tomada de consciência do próprio problema e de suas consequências e, em seguida, na produção e gestão de dados que promovam a criação de políticas públicas úteis na tomada de decisão informada sobre o problema a ser resolvido. Esses dados e informações - produzidos por cidadãos que moram e lidam cotidianamente com problemas estruturantes de saneamento e de acesso a serviços básicos - geram novos conhecimentos e novas perspectivas de tratamento e recuperação de dados ausentes.


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